Estacas helicoidais de aço galvanizado, prontas para instalação — sistema de fundação por estaca helicoidal (screw-pile).

Mais de 50 anos de tradição e inovação

para a engenharia geotécnica internacional.

A Empresa

A Decourt foi fundada em 24 de abril de 1973 por Luciano Décourt, engenheiro com mais de 60 anos de atuação em engenharia geotécnica e fundações. Desde então, a empresa reúne consultoria técnica, pesquisa aplicada e desenvolvimento de métodos para fundações — com base científica construída ao longo de décadas de estudos e projetos.

150+trabalhos publicados
500+citações acadêmicas

Luciano Décourt formou-se pela Escola Politécnica da USP em 1963, com passagens por Harvard (1965) e Cambridge (1972). Atuou no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Brasconsult Engenharia de Projetos e no Laboratório Rankine de Engenharia Civil, fundou a Luciano Décourt Consultoria e lecionou Mecânica dos Solos como Professor Titular na FAAP, formando gerações de engenheiros geotécnicos.

Entre suas contribuições técnicas está o desenvolvimento do Standard Penetration Test (SPT) segundo o International Reference Test Procedure (1988/1989), hoje um dos ensaios de campo mais utilizados na engenharia de fundações. A isso somam-se três décadas de estudos sobre solos lateríticos.

Ilustração da perfuratriz moderna de estacas, ilustrando a evolução da técnica de fundação.

Reconhecimento internacional

  • Vice-presidente da International Society for Soil Mechanics and Foundation Engineering (1989–1994).
  • Prêmio da ESOPT II (European Symposium on Penetration Testing), Amsterdã, 1982, pela melhor previsão de capacidade de carga de uma estaca de concreto protendido, com fórmula de sua autoria.
  • Sócio Emérito da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS), desde 2014.
  • Membro Emérito da Associação Brasileira de Empresas de Engenharia de Fundações e Geotecnia (ABEF), desde 1992.
  • Fellow da American Society of Civil Engineers (ASCE), desde 1991.
  • Membro da Academia Nacional de Engenharia (ANE), cadeira 79, desde 2012.
  • Prêmios Manuel Rocha (1996–1998) e Karl Terzaghi (2002–2004), da ABMS; Prêmio José Machado, da ABMS; Prêmio Odair Grillo, da ABEF; e Prêmio Milton Vargas (2012), da Revista Fundações e Obras Geotécnicas.

É esse embasamento técnico — ciência aplicada, rigor e experiência de campo — que orienta a atuação da Decourt até hoje.

Seu trabalho é referência em publicações de autores como Harry G. Poulos, Bengt H. Fellenius, Rodrigo Salgado e Urbano Rodrigues Alonso, entre outros, somando mais de 500 citações acadêmicas em todo o mundo.

Projetos

Ao longo de mais de 50 anos, a Decourt projetou fundações para os mais diversos tipos de obra — não apenas edifícios, mas também grandes empreendimentos de infraestrutura. À frente do departamento de Mecânica dos Solos da Brasconsult Engenharia de Projetos (1967–1973), Luciano Décourt respondeu pelos projetos de fundação de quatro usinas hidrelétricas e por trechos do metrô de São Paulo e do Rio de Janeiro — experiência que, desde então, se estende a rodovias, obras industriais e centenas de edifícios residenciais e comerciais em todo o país.

  • Edifícios residenciais e comerciais — de médio porte a torres de grande altura, inclusive em solos difíceis.
  • Barragens de usinas hidrelétricas — projetos geotécnicos para grandes obras de geração de energia.
  • Metrô — trechos executados em São Paulo e no Rio de Janeiro.
  • Rodovias e obras de arte — como estruturas ao longo da Rodovia dos Bandeirantes.
  • Obras industriais — fundações para plantas e estruturas de grande porte.

Essa diversidade de terrenos e tipos de carregamento é o que sustenta a abordagem técnica da Decourt: cada solução de fundação nasce de uma leitura cuidadosa do solo e da obra, não de fórmulas genéricas.

Ferramentas de apoio

[Calculadoras e programas/softwares abertos ao público — base: conteúdo de fundacao-luciano-decourt.streamlit.app (ainda não recebido). Primeira ferramenta disponível abaixo.]

Calculadora do Método da Rigidez (Décourt)

Extrapola a carga última (Quc) de uma estaca a partir dos dados de uma prova de carga — a carga que provoca um recalque igual a 10% do diâmetro da estaca (critério de ruptura convencional).

O que é essa ferramenta

Quando se crava uma estaca (a peça de fundação enterrada que sustenta um prédio), é preciso saber quanto peso ela aguenta antes de ceder. Pra descobrir isso, faz-se uma prova de carga: coloca-se peso real em cima da estaca, aos poucos, medindo o quanto ela afunda a cada etapa. Só que, por segurança e custo, o ensaio quase sempre para antes da estaca realmente romper — ninguém quer arriscar quebrar de verdade uma fundação que vai sustentar um prédio só para "ver o que acontece".

Essa calculadora resolve esse impasse: pega os dados do ensaio, que parou no meio do caminho, e faz uma extrapolação matemática para estimar até onde a estaca aguentaria — sem precisar levá-la à ruptura de verdade. A cada etapa do ensaio, dá pra calcular uma espécie de "resistência" da estaca (peso aplicado ÷ quanto ela afundou). Conforme o peso aumenta, essa resistência normalmente vai diminuindo de um jeito bem previsível — como espremer uma esponja: no começo ela resiste bem, mas quanto mais perto do limite, menos resistência ela oferece a cada novo aperto. Colocando isso num gráfico, dá pra traçar uma linha de tendência e projetá-la um pouco além dos dados reais, até o ponto que os engenheiros geotécnicos convencionaram como "ruptura" (quando a estaca afunda o equivalente a 10% do seu próprio diâmetro).

Na prática, isso permite aproveitar um ensaio real — caro e demorado, que já foi feito — para estimar com confiança a capacidade máxima da estaca, sem gastar mais dinheiro nem colocar a estrutura em risco. É o mesmo método usado nos casos reais que aparecem no site (como o do SKY Residencial, em Fortaleza) para comprovar, com números, que a fundação projetada tem folga de sobra em relação ao seu limite.

O Método da Rigidez (Décourt) extrapola a carga de ruptura (Qu) de uma estaca a partir de uma prova de carga que não chegou à ruptura física. Para cada estágio, com carga Q e recalque w, calcula-se a rigidez K = Q/w. Plotando K em função de Q (ou log K em função de log Q), a curva costuma se comportar de forma aproximadamente linear em subtrechos — sobre o trecho escolhido, ajusta-se uma regressão (K = a + bQ, no caso linear, ou log K = a + b log Q, no caso log) e extrapola-se essa reta até o recalque de referência wc = 10% do diâmetro da estaca (critério de ruptura convencional). Isolando Q na equação ajustada com w = wc, obtém-se Quc. O R² indica o quão bem aquele trecho específico segue o comportamento assumido — como trechos diferentes podem gerar extrapolações distintas, a calculadora permite comparar até 3 curvas ao mesmo tempo, sobre pontos diferentes da mesma prova de carga.

Como usar esta calculadora
  1. Diâmetro da estaca — informe abaixo, na unidade que preferir (cm, m ou mm). Ele define o critério de ruptura: a carga que provoca recalque de 10% do diâmetro.
  2. Preencha a tabela — para cada estágio da prova de carga, informe Carga (kN) e Recalque (mm). A Rigidez (Carga ÷ Recalque) é calculada sozinha. Use "+ Adicionar ponto" para mais linhas, ou "Carregar dados de exemplo" para ver um caso já pronto.
  3. Observe o gráfico — ele plota Carga × Rigidez e ajuda a identificar visualmente o trecho que se comporta como reta.
  4. Configure até 3 curvas — em cada bloco "Curva", escolha o tipo (Linear ou Log) e os números das linhas da tabela (Ponto inicial/final) que marcam o trecho reto identificado no gráfico. A reta ajustada aparece sobreposta no gráfico para conferência.
  5. Clique em Calcular — veja, para cada curva, os coeficientes do ajuste, o R² (qualidade do ajuste — quanto mais perto de 1, melhor) e o Quc extrapolado, em kN.
#Carga (kN)Recalque (mm)Rigidez

Carga × Rigidez. Ao definir os pontos inicial e final de uma curva abaixo, a reta ajustada aparece no gráfico.

Curva 1

Curva 2

Curva 3

Acervo

Trabalhos publicados por Luciano Décourt, documentando décadas de pesquisa em engenharia geotécnica.

[Lista selecionada — o acervo completo reúne mais de 150 trabalhos técnicos e científicos.]

  • Décourt, L. (2021). Prediction of the bearing capacity of piles based exclusively on N values of the SPT. In Penetration Testing, volume 1 (pp. 29-34). Routledge.
  • Resende, A. S., Décourt, L., Silva, M. Q. D. C., Araújo, C. B. C. D., & Nóbrega Junior, A. J. (2019). Comparativo de resultados de provas de carga com células expansivas, ensaios bidirecionais, em estacas hélice contínua sem e com problemas em processo executivo.
  • Décourt, L. (2018). Design of shallow foundations on soils and rocks on basis of settlement considerations. In Innovations in Geotechnical Engineering (pp. 342-357).
  • Grotta Jr., C., Penna Campos, A. S. D. G. C., & Décourt, L. (2016). Predicted and measured behavior of a tall building in a lateritic clay. In Geotechnical and Geophysical Site Characterisation 5 (ISC'5), Gold Coast.
  • de Camargo Barros, J. M., Gandolfo, O. C. B., Quaresma Filho, A. R., Penna, F. D., & Décourt, L. (2016). Maximum shear modulus of a Brazilian lateritic soil from in situ and laboratory tests. In Geotechnical and Geophysical Site Characterisation 5 (ISC'5), Gold Coast.
  • Abreu, P. S. B., Décourt, L., & de Souza Filho, J. M. (2015). Execução de Estacas em Solos Lateríticos. In From Fundamentals to Applications in Geotechnics (pp. 1568-1574). IOS Press.
  • Décourt, L. (2015). Prediction of Bearing Capacity of Bored Piles in Sands. Theoretical x Empirical Formulas. In From Fundamentals to Applications in Geotechnics (pp. 1721-1725). IOS Press.
  • Décourt, L., & Koshima, A. (2015). Remedial Measures for a Building With Pile Foundations in Subsiding Soil. In From Fundamentals to Applications in Geotechnics (pp. 1670-1677). IOS Press.
  • Décourt, L. (2013). Class A predictions and benefits derived from their analyses. In Geotechnical and Geophysical Site Characterization: Proceedings of the 4th International Conference on Site Characterization ISC-4 (Vol. 1, pp. 1797-1804). Taylor & Francis Books Ltd.
  • Melo, B. N., Albuquerque, J., Décourt, L., & Carvalho, D. (2012). Análise do atrito lateral em estacas hélice contínua instrumentadas por meio do conceito de Rigidez. In 16º Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica. Porto de Galinhas.
  • Décourt, L. (2011). Discussion of "Plate Load Tests on Cemented Soil Layers Overlaying Weaker Soil" by Nilo Cesar Consoli, Francisco Dalla Rosa, and Anderson Fonini. Journal of Geotechnical and Geoenvironmental Engineering, 137(4), 447-448.
  • Décourt, L. (2009). General Report — Technical Session 3C, Interactive design. In Proceedings of the 17th International Conference on Soil Mechanics and Geotechnical Engineering, Alexandria.
  • Décourt, L. (2008). Loading tests: interpretation and prediction of their results. In From Research to Practice in Geotechnical Engineering (pp. 452-470).
  • Décourt, L. (2007). Discussion of "Pile Behavior—Consequences of Geological and Construction Imperfections" by Harry G. Poulos. Journal of Geotechnical and Geoenvironmental Engineering, 133(1), 120-120.
  • Décourt, L. (2006). Discussion of "Estimation of Bearing Capacity of Circular Footings on Sands Based on Cone Penetration Test" by Junhwan Lee and Rodrigo Salgado. Journal of Geotechnical and Geoenvironmental Engineering, 132(11), 1511-1513.
  • Décourt, L. (2006). Discussion of "Review of Standard Penetration Test Short Rod Corrections" by Chris R. Daniel, John A. Howie, R. Scott Jackson, and Brian Walker. Journal of Geotechnical and Geoenvironmental Engineering, 132(12), 1633-1634.
  • Décourt, L. (2001). Behavior of shallow foundations on a lateritic clay. In Proceedings of the 15th International Conference on Soil Mechanics and Foundation Engineering, Istanbul.
  • Décourt, L. (1997). Design and behaviour of tall buildings on T-pile foundations. In Proceedings of the 14th International Conference on Soil Mechanics and Foundation Engineering, Hamburg.
  • Décourt, L. (1996). Capítulos do livro Fundações: Teoria e Prática. ABMS/ABEF.
  • Niyama, S., & Décourt, L. (1994). Predicted and measured behavior of displacement piles in residual soils. In Proceedings of the 13th International Conference on Soil Mechanics and Foundation Engineering, New Delhi.
  • Quaresma Filho, A. R., & Décourt, L. (1994). Practical applications of the standard penetration test complemented by torque measurements, SPT-T. In Proceedings of the 13th International Conference on Soil Mechanics and Foundation Engineering, New Delhi.
  • Décourt, L., & Quaresma Filho, A. R. (1991). The SPT-CF: An Improved SPT. In SEFE II (2º Seminário de Engenharia de Fundações Especiais), vol. 1, São Paulo.
  • Décourt, L. (1989). Discussion of "Concrete Pile Design in Tidewater Virginia" by Ray E. Martin, James J. Seli, Graydon W. Powell, and Michael Bertoulin. Journal of Geotechnical Engineering, 115(10), 1499-1500.
  • Décourt, L. (1989). SPT, CPT, pressuremeter testing and recent developments in in-situ testing — Part 2: the standard penetration test, state-of-the-art report. In Proceedings of the 12th International Conference on Soil Mechanics and Foundation Engineering, Rio de Janeiro.
  • Rad, N. S., Lacasse, S., Lunne, T., & Décourt, L. (1989). SPT, CPT, pressuremeter testing and recent developments in in-situ testing — Part 3. In Proceedings of the 12th International Conference on Soil Mechanics and Foundation Engineering, Rio de Janeiro.
  • Décourt, L., & Quaresma, A. R. (1978). Capacidade de Carga de Estacas a partir de Valores de SPT. Anais do VI Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia de Fundações (COBRAMSEF), Rio de Janeiro, vol. 1, pp. 45-53. — trabalho de origem do método Décourt-Quaresma, hoje um dos métodos de previsão de capacidade de carga de estacas mais usados no Brasil.
  • Décourt, L. (1977). Stability of Slopes in Residual Soils. In Proceedings of the 9th International Conference on Soil Mechanics and Foundation Engineering, Tokyo.